quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Eu tenho andado me procurando, já passei da fase de procurar um amigo ou até mesmo um amor - esses o tempo nos traz - mas procuro agora a mim mesma, eu ando travando uma luta contra o tempo pra conseguir encontrar. Sabe quando o tempo passa muito rápido, você não consegue adaptar às suas próprias mudanças? Não sei em que curva do passado eu me perdi, só sei que essa não sou mais eu, sou uma qualquer, sem identidade. Meus atos e palavras não condizem aos meus pensamentos, opiniões e ideias, e o medo de não conseguir me encontrar me domina, o medo de me tornar pra sempre essa pessoa estigmatizada pela ideia de quem me cerca, de não me auto recuperar, de viver pra sempre brigando comigo mesma pra voltar a ser quem eu era, quem eu nunca deveria ter deixado de ser. Sei que lá no fundo, ainda existo, apesar dessa máscara de força, de frieza que se formou por cima de meu próprio rosto, consigo sentir a mim mesma, às vezes apareço, me mostro e as pessoas se estranham. Não sei dizer se gostam ou não, mas acreditam não ser eu. Quando eu me mostro mais verdadeira, é que todos estranham. Mais estranho eu, que me perdi pra mim mesma, que tento me procurar, atrás de um semblante que não é o meu, de uma ideia que não são as que eu acredito, de algo que consegue me controlar. Chegou a hora do basta, de me encontrar, de ser realmente quem eu sou, de reencontrar a curva que me perdi, de me encontrar, sem medos, sem angústias, apenas eu, meus ideais, minha felicidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário